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Abstract

Quais são as tendências para as healthtechs em 2023?

Atualizado: 19 de mai. de 2023

CB Insights projeta longevidade, monitoramento de saúde e bem-estar feminino como nichos promissores.



Para que a inovação aconteça, capital de risco e startups precisam estar em sinergia. No mundo dos negócios, isso quer dizer que as empresas de base tecnológica devem se conectar com as demandas do mercado para atrair investimentos. Mas você sabe quais são as principais tendências para as healthtechs em 2023?


De acordo com as projeções da CB Insights, neste ano, as soluções voltadas a questões como longevidade, monitoramento em saúde e bem-estar feminino estão em alta. A partir de um amplo levantamento de mercado, a consultoria detalha algumas das inovações que contemplam esses nichos e o volume de recursos que elas estão alcançando. Conheça essas tendências!


Immortality-as-a-service: a longevidade no radar


O mercado da longevidade tem chamado a atenção de investidores, com mais empresas de tecnologia investindo em pesquisa e desenvolvimento de produtos que remetem à eterna busca humana pela imortalidade. O relatório Tech Trends 2023 da CB Insights destaca que a utilização de ferramentas de inteligência artificial (IA) e a manipulação genética estão entre as principais tecnologias empregadas pelas startups que se voltam a esse tema.


Há uma série de empresas desenvolvendo pesquisas promissoras, nesse sentido. São projetos que buscam interromper o processo de envelhecimento por meio de suplementos antienvelhecimento, regeneração de partes do corpo, descoberta de novas drogas e programação de rejuvenescimento celular.


O levantamento destaca que existem fundos de venture capital focados exclusivamente nesse tipo de solução. É um mercado que promete mobilizar investimentos. Por exemplo, em 2022, a Arábia Saudita anunciou que gastaria US$ 1 bilhão por ano em pesquisas antienvelhecimento.

Outro caso citado no documento é da empresa Altos Labs, que recebeu um investimento de US$ 3 bilhões no ano passado. O propósito deles é audacioso: reverter o processo de adoecimento por meio de “transformação celular” e programação de rejuvenescimento. Esse nicho também tem atraído diversas startups de medicina regenerativa, que vendem tratamentos para doenças específicas, melhorando a qualidade de vida das pessoas.


Monitoramento contínuo e remoto


O monitoramento da integridade do ambiente está avançando rapidamente, oferecendo abordagens menos invasivas e mais conectadas para coletar dados de saúde de forma contínua. Essas soluções usam uma variedade de sensores para captar informações dos pacientes, visando proporcionar diagnósticos mais precisos e tratamentos proativos.


O monitoramento remoto de pacientes (RPM) é um nicho crescente e sua evolução foi potencializada pela pandemia de Covid-19, quando o atendimento à distância se tornou uma necessidade.


Entre os exemplos de grandes empresas que estão se voltando ao tema, o relatório cita Google, que adquiriu a startup Sound Life Sciences, desenvolvedora de um app que monitora a respiração por meio de tecnologia de sonar. Isso possibilita o diagnóstico de distúrbios do sono, como a apneia, sem a necessidade de uma visita a um laboratório especializado. Além disso, o aplicativo pode auxiliar no monitoramento de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), asma, ansiedade e outras condições respiratórias.


Outra empresa inovadora nesse setor é a Sensi.AI, uma plataforma de monitoramento remoto de atendimento ao idoso, sediada em Israel. Utilizando dados de áudio provenientes de dispositivos como alto-falantes inteligentes, smartphones e câmeras de segurança, a Sensi.AI consegue detectar atividades diárias dos pacientes, como refeições e banhos, além de alertar os cuidadores sobre situações potencialmente perigosas, como quedas.


Esses avanços mostram o potencial do monitoramento contínuo e passivo da saúde, que pode oferecer uma abordagem preventiva mais eficaz e resultar em melhores desfechos para os pacientes. Com a combinação de tecnologias de ponta e análise de dados em tempo real, espera-se que o monitoramento da integridade do ambiente desempenhe um papel cada vez mais importante no cuidado da saúde no futuro.


Femtechs atentas à menopausa


Cada vez mais startups estão focando em questões de saúde feminina pouco atendidas, como a menopausa. Embora a menopausa represente um mercado que pode movimentar US$ 16 bilhões até 2025, há poucas soluções alinhadas a essa demanda. A CB Insights contextualiza que apenas um quarto das mulheres com sintomas de menopausa recebem tratamento, de acordo com um estudo da Bonafide State of Menopause.


As iniciativas nesse sentido estão surgindo entre as femtechs. A Rory, por exemplo, conecta pacientes a médicos que podem tratar os sintomas da menopausa com prescrições e suplementos entregues discretamente na casa do paciente.


Outra solução vem da Alloy, que oferece serviços de terapia hormonal à base de plantas e fornece informações educacionais sobre os sintomas mais comuns da menopausa. Já a Vira Health lançou o Stella, um aplicativo de terapia digital personalizada para a menopausa, com orientações individualizadas para cada mulher.


Outro fator que dificulta o atendimento, segundo o relatório, é a falta de conhecimento de muitos clínicos gerais e até mesmo alguns ginecologistas sobre os tratamentos para a menopausa. Também já estão surgindo soluções voltadas a esse problema. É o caso da Gennev, que desenvolveu um aplicativo para médicos, com o intuito de trazer informações especializadas sobre o assunto, favorecendo o encaminhamento para tratamentos adequados.


Longevidade, femtechs com soluções relacionadas à menopausa e monitoramento em saúde são as tendências para as healthtechs acompanharem em 2023. Se você quer continuar conferindo as novidades do setor, acompanhe as publicações do nosso blog!

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