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Abstract

Qual o impacto dos carros autônomos no mercado de saúde?





A pandemia de Covid-19 acelerou numa velocidade nunca antes vista o uso de novas tecnologias no setor de saúde. Em Jacksonville, a cidade mais populosa da Flórida (EUA), carros autônomos (sem piloto humano) foram responsáveis pelo transporte de cerca de 22 mil testes de Covid-19 em um projeto pioneiro, realizado logo no início do surto nos EUA, entre março e julho de 2020.


Ao todo, quatro veículos sem nenhuma pessoa a bordo faziam diariamente uma rota que ia dos pontos de drive-thru na Mayo Clinic, uma organização sem fins lucrativos na prática clínica, até o laboratório de processamento da instituição. O carro autônomo era acompanhado à distância por outro veículo guiado e o trajeto era todo monitorado via GPS por uma central. Dessa forma, a solução serviu para reduzir o risco de contágio dos profissionais de saúde e também otimizar o tempo dos mesmos, que puderam se concentrar no atendimento aos pacientes.


"Durante um período de rápidas mudanças e muitas incertezas, a capacidade de pensar de forma inovadora fortaleceu nossas equipes através deste projeto realizado em conjunto com outros players de diferentes segmentos”, diz Kent Thielen, CEO da Mayo Clinic da Flórida.


A iniciativa foi possível a partir da parceria entre a Mayo Clinic, a Autoridade de Transporte de Jacksonville e a startup Beep, que atua com serviços de veículos autônomos de baixa velocidade. Além delas, outra empresa, a Navya, especializada no design e na construção de veículos, foi outra parceira.


"É emocionante poder levar esta solução inovadora para apoiar um desafio tão crítico", destaca o CEO da Beep, Joe Moye.


O projeto realizado na Flórida envolvendo o setor público e privado dá o tom de como as inovações devem seguir sendo implementadas no mercado de saúde global, mas para além disso, mostra como os carros autônomos terão um papel importante nessa evolução tecnológica do segmento.


O relatório “33 Industries Driverless Cars Will Transform", realizado pela consultoria CB Insights, em 2021, mostra por exemplo que a popularização dos autônomos tende a reduzir o número de acidentes de trânsito e, consequentemente, de leitos ocupados por esses tipos de acidentes.


Nos EUA, a diminuição de acidentes de trânsito poderia gerar uma economia anual de US$ 180 bilhões para os motoristas e de mais de US$ 20 bilhões para as instituições médicas, de acordo com a McKinsey.


"Além de menos acidentes, frotas autônomas podem ajudar a aumentar qualidade e agilidade na entrega de medicamentos, atendendo às expectativas de entrega rápida e contínua que os consumidores agora possuem em nosso mundo impulsionado pelo e-commerce", salienta o relatório da CB Insights.


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